Publicado em: 28/10/2013
JOVENS TROCAM ALCOOL POR MACONHA
Por Edson Lima
Neropolis - GO

O renomado jornalista, Gilberto Dimensteim, da Folha de São Paulo e Globo/CBN, publicou matéria sobre pesquisa realizada nos Estados Unidos, nos últimos dezessete anos, que mostram ser a maconha menos nociva à sociedade de que o álcool. Este resultado que surpreendeu o mundo, pode abrir caminho para a sua liberação controlada para uso no Brasil.
Vejam a reportagem:

“Em meio aos debates mundiais sobre legalização da maconha --intensificado aqui por causa do Uruguai-- há um constante alerta: essa flexibilidade vai levar ao consumo de drogas mais pesadas. Será mesmo?

Vou logo dizendo que não uso drogas e vejo efeitos perniciosos na maconha, longe de ser algo sem efeitos danos. Sou radicalmente contra qualquer glamourização de substâncias psicoativas.

Neste final de semana, li reportagem do "The New York Times" mostrando que essa visão de que a maconha é porta de entrada para drogas mais pesadas pode ser um mito.

O jornal faz relato dos efeitos dos 17 anos de flexibilização da maconha na Califórnia. Um estudo preste a ser divulgado mostra uma tendência inesperada entre jovens: na Califórnia, eles reduziram o consumo do álcool.

E não houve aumento de drogas mais pesadas. Talvez esses dados ajudem a fazer o debate mais sereno.

Dados mostram inequivocamente que o álcool é um problema mais sério para a saúde pública do que a maconha, associado a violência e acidentes. “

Portanto, se os dados do "The New York Times" estiverem certos, a legalização maconha, como no Uruguai, ajudaria a deixar as cidades menos inseguras.

Em outra recente publicação na folha de São Paulo, Dimenstein analisou, em curtas palavras, as recentes vitórias, em referendos nos Estados Unidos, onde a população votou pela liberação do uso da maconha, com as seguintes colocações:
“Em referendo paralelo às eleições, dois Estados (Washington e Colorado) decidiram liberar o uso da droga para fins recreativos. Por que a maconha venceu?

Ninguém deve se iludir: embora possa ter aplicações médicas, o abuso da maconha faz mal à saúde física e mentalmente, como está provado em toneladas de estudos.

Mas as pessoas (e com razão) não estão convencidas de que a maconha seja tão pior do que a bebida ou o cigarro.

E passaram a ficar convencidas de que a repressão é um remédio ruim, enjaulando dezenas de milhares de pessoas nos Estados Unidos - e com pouco efeito.

Como os EUA são o xerife do mundo em relação às drogas, o que aconteceu nesses referendos terá impacto mundial no caminho certo: não é um problema de polícia, mas de saúde pública. “

Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

Ex - Presidente Fernando Henrique Defende Descriminalização



“O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, prestes a completar 80 anos, conduz um documentário que defende a descriminalização do uso de drogas e a regulação do uso da maconha.

Por que o presidente resolveu meter a mão nesse vespeiro? “Porque é um vespeiro. As pessoas não tem coragem de quebrar o tabu e dizer: vamos discutir a questão”, diz Fernando Henrique Cardoso.

Na lista das drogas mais perigosas publicada na revista médica “Lancet”, respeitada no mundo inteiro, a maconha aparece em 11º lugar, bem atrás do álcool e até mesmo do cigarro, que são vendidos legalmente.

“Álcool é mais letal do que maconha. Não se diz isso, mas é. Pelo menos os dados mostram isso. Então, temos que discutir e diferenciar, regular o que pode e o que não pode”, defende o ex-presidente Fernando Henrique.

Regular não é o mesmo que legalizar. E foi isso que Fernando Henrique Cardoso descobriu indo para a Holanda. Lá a maconha é vendida em cafés. Mas o governo não legalizou o uso indiscriminado. Funciona assim: a regulamentação determina que você não pode consumir nas ruas, nem vender fora dos cafés; nos locais determinados, fuma-se maconha sem repressão policial.

“Na Holanda é muito interessante. Os meninos de colégio – eu conversei com eles - não têm curiosidade pela maconha, porque é livre”, garante Fernando Henrique Cardoso.”

Ainda sobre o tema, temos que em julgamento realizado no STF, neste ano, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a “Marcha da Maconha é expressão concreta do exercício legítimo da liberdade de reunião”. Ele é relator da ação na qual a Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a liberação das manifestações a favor da legalização das drogas.

Pelo que podemos acompanhar, não é difícil perceber que a descriminalização e a possível liberação da maconha não levará grande tempo. No entanto, é bom considerar as ponderações de um dos mais estudiosos médicos, sobre o tema, que assim afirma:

“Não há droga inofensiva. Qualquer coisa depende da dose, da sensibilidade do indivíduo. Agora, entre as drogas usadas sem finalidade médica para fins de divertimento, para fins de recreação, a maconha é bastante segura”, afirma Elisaldo Carlini,médico da Unifesp especializado em drogas.





Jornalista Dimenstein



Ex Presidente Fernando Henrique. É preciso encarar a realidade



Congresso Uruguaio vota pela legalização



Marcha pela legalização ganha as ruas de todo o País



Para muitos a erva maldita. Para outros, um remédio capaz de curar até o cancer
 
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