Publicado em: 08/12/2014
CORRUPÇÃO - RELAÇÃO PROMISCUA ENTRE EMPREITEIRAS E GOVERNO. UM CÂNCER A SER EXTIRPADO
Por Edson Lima
Nerópolis - GO

Já não há mais como negar a ligação de membros do PT, com a sujeirada do escândalo Petrobras. A novidade no caso, foi apenas o de se apurar e confirmar aquilo que todos sabemos. As empreiteiras e quase todo tipo de empresas, que contratam como Governo, seja Municipal, Estadual ou Federal, formam o elo principal das tramoias que lesam o dinheiro público.

Outra constatação que todo cidadão correto também já sabia e o Inquérito da Polícia Federal vem apurando neste episódio, é que a roubalheira da Petrobrás sempre existiu, mas que tomou proporções maiores a partir do ano de 1999, no Governo do PSDB.

Alston, Siemens, Mitsui e Bombardier são algumas das gigantes multinacionais citadas neste caso, mostrando também que a corrupção não é um comportamento existente apenas ente os empresários brasileiros.

O Jornalista Josué Nogueira - Graduado em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco e pós-graduado em História Contemporânea, em seu recente comentário no Jornal Diário, expressou “Para não se achar que a roda acabou de ser inventada, o Ministério Público Federal aponta que o esquema de corrupção da Petrobras existe pelo menos desde 1999.

Assim sendo, vale indagar: como um esquema que existe há pelo menos 15 anos não chegou aos tribunais? O MPF não ofereceu denúncia à Justiça? A Justiça engavetou?

O jornalista Ricardo Boechat, ao fazer comentário sobre a Operação Lava-Jato na Band FM, observou que já em 1989 venceu o Prêmio Esso de Jornalismo, ao denunciar o esquema de corrupção na Petrobras.

Quer dizer, governos entraram e saíram e os malfeitos continuaram a ocorrer, fazendo com que o dinheiro da maior empresa do país alimentasse essa rede de desvios que envolve empreiteiras, políticos e partidos”

No documento em que pede o bloqueio das contas da Camargo Corrêa, OAS, Mendes Junior, Engevix, Queiroz Galvão, Iesa Óleo e Gás e Galvão Engenharia, no caso Petrobrás, os Procuradores também detalham como atuavam cada uma das empresas em conluio com o doleiro Alberto Youssef”.

Abaixo as empresas e quanto o MPF pedia que fosse bloqueado:

Camargo Corrêa - R$ 6,1 bilhões e US$ 17,17 milhões
OAS - R$ 10 bilhões e US$ 8,4 milhões
Mendes Junior - R$ 3,1 bilhões
Engevix - R$ 4,1 bilhões
Queiroz Galvão - R$ 8,9 bilhões e US$ 233,7 milhões
Galvão Engenharia - R$ 7,6 bilhões e US$ 5,6 milhões
Iesa Óleo e Gás - R$ 4,5 bilhões

METRÔ DE SÃO PAULO. ESCANDALO DO PSDB

Depois de indiciar 33 pessoas na semana passada, entre empresários de grandes multinacionais e diretores de estatais do governo paulista, envolvidos no escândalo do metrô de São Paulo, o Ministério Público já acredita que a roubalheira é ainda muito maior, podendo chegar a bilhões de reais, com a participação de figurões da politica de São Paulo.

As empresas envolvidas teriam, entre 1998 e 2008, durante governos do PSDB, de Mario Covas, Serra e Alckimin, feito um acordo para dividir entre elas contratos de reformas no Metrô e na Companhia Paulista e Trens Metropolitanos (CPTM).

Entre os indiciados estão executivos que, na época, trabalhavam em empresas multinacionais e também nacionais que, de acordo com a investigação, faziam parte de um esquema que, pelos cálculos do Ministério Público de São Paulo, provocou um rombo de R$ 834 milhões. Também há ex-diretores da CPTM e o atual presidente da companhia.

O Ministério Público de São Paulo abriu na quinta-feira 8 um novo inquérito para apurar a formação de cartel por empresas responsáveis pela construção do metrô de São Paulo e a fraude em licitações cometidas por políticos. De acordo com o promotor responsável pelo caso, Marcelo Mendroni, o esquema pode ter envolvido “bilhões de reais”.




Aécio Neves, Geraldo Alckmin, José Serra, Antonio Anastasia, Pimenta da Veiga, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB, receberam mais de 21 milhões do “Clube” de empreiteiras envolvidas na Lava Jato.















 
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