Publicado em: 02/02/2016
CIENTISTAS SÃO CONTRA USO DO FUMACÊ E ORIENTAM FORMA SIMPLES E EFICAZ PARA ELIMINAR O AEDES
Por Edson Lima
Nerópolis - GO

Estudos científicos observam que o uso do fumacê com frequência pode resultar em um efeito inverso e, em vez de eliminar o mosquito, pode contribuir para que ele fique resistente à ação do veneno e, com isso, se torne ainda mais difícil o combate aos vetores da doença. “A utilização do carro fumacê só é indicada em localidades onde existe alto índice de infestação do Aedes aegypti, mosquitos transmissor da Dengue, ou de Aedes albopictus, transmissor da Febre Chikungunya, com casos notificados, de acordo com as normas do Ministério da Saúde, o que não acontece em Caratinga”, explica Romagno Alves Costa da Coordenação do PNCD, em Caratinga.

“O fumacê atinge a população de insetos em sua totalidade, podendo provocar desequilíbrio do ecossistema afastando assim os pássaros por um bom período e, principalmente, pode tornar a população de Aedes aegypti resistente à ação do inseticida, tornando-o menos eficaz em caso de epidemia de Dengue”, acrescentam os estudos.

O uso indiscriminado do fumacê pode ainda causar outros danos ao meio ambiente, com a morte de insetos polinizadores, como abelhas e borboletas e predadores naturais. O fumacê tem, ainda, eficácia limitada porque o veneno elimina somente os mosquitos adultos, não atingindo os ovos e larvas.

Assim, conforme orientações do Ministério da Saúde, a medida é restrita a períodos epidêmicos, com função específica para eliminação dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, e não pode ser usado apenas para o controle do Culex (pernilongo).

Os estudos mostram que a reprodução acontece, de forma mais intensa, nos três meses do verão. Neste período, considerando que uma única fêmea gera em torno de 150 novos mosquitos em cada desova e que pelo menos 50% destes nascerão fêmeas, que também vão gerar outros 150, que se multiplicarão na mesma proporção, chega-se a conclusão de que uma única fêmea, durante um verão, poderá garantir a produção de quase 3.000.000 de novos mosquitos.

Pensando assim, cientistas descobriram uma forma simples e eficaz de contribuir de forma bem positiva, coma eliminação destes perigosos insetos. A dica é colocar vasilhas com água dentro de nossa própria casa, garagem e até no quintal, trocando esta água a cada cinco dias, como forma de destruir os milhares de ovos, ou larvas, que alí se formarão. É necessário lembrar de lavara o recipiente com bucha e sabão a cada nova água, pois os ovos são capazes de sobreviver agarrados às bordas ou no fundo da vasilha.




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Armadilha simples, elimina larvas e encerra a reprodução



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