Publicado em: 08/03/2017
NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, EM 2017, CONSTATA-SE A TRISTE REALIDADE, DE QUE EM PAISES DE TERCEIRO MUNDO E ATÉ NOS ESTADOS UNIDOS, ELAS CONTINUAM SENDO SUBJUGADAS
Por Edson Lima
Nerópolis - GO

Esta matéria foi publicada no ano passado, no dia internacional da mulher. Como nada mudou nos últimos doze meses, nesta relação homem – mulher, entendo pertinente repetir a publicação, para que todos nós, de todos o sexos e credos, possamos continuar a refletir sobre esta infeliz desigualdade que insiste em não acabar.

È mesmo muito difícil de entender como um ser humano, que normalmente adora a própria mãe, é capaz de despejar tanto ódio e desprezo contra mulheres, desde os primeiros tempos de registros da humanidade.

Nos próprios livros religiosos como a Bíblia, o Alcorão dos Muçulmanos, o Bhagavad Gita do Hinduísmo e outros mais, poderemos encontrar citações, regras, ensinamentos e crenças que colocam a mulher num plano inferior A ONU (Organização das Nações Unidas) acaba de lançar uma campanha em que menciona 10 proibições surpreendentes, dos direitos da mulher, que ocorrem em pleno século 21.

No Afeganistão, por exemplo, as mulheres não podem dirigir, se maquiar, usar sapatos de salto, mostrar os tornozelos, rir em voz alta ou pintar as unhas.

No Iêmen, uma mulher casada só pode sair de casa com autorização do marido e visitar os pais só se eles estiverem doentes.

Já na Arábia Saudita e nas Maldivas, a mulher vítima de estupro pode ser condenada por sedução e receber 100 chibatadas. E ainda, por lá a mulher é proibida de buscar justiça (de verdade) contra agressões, viagens sem um guardião, dirigir, vestir a roupa que quiserem, conversar com homens, disputar competições esportivas em seu território, usar academias e piscinas sem restrições, se consultar com um médico sem a presença de seu guardião e até mesmo, pasmem, comprar uma Barbie, por ser símbolo das pecadoras do ocidente.

Na Somália, as mulheres são proibidas de usar sutiã e, no Marrocos, quem foi estuprada deve se casar com o agressor.

No Irã, 77 cursos universitários são proibidos às mulheres, como biologia e literatura inglesa.

O mais impressionante é nos Estados Unidos, no estado do Arkansas, onde o homem tem o direito de bater na esposa uma vez por mês.

Na Ásia e África ainda perduram, infelizmente em grande número, os chamados crimes de honra – São execuções de meninas e mulheres cometidas pela própria família, advém de alguma suspeita ou práticas consideradas transgressões sexuais, quebra de regras e/ou tabus, ou de comportamento, tais como adultério, relações sexuais ou gravidez fora do casamento, ou até mesmo quando a mulher é estuprada. O crime é praticado para não “manchar a honra da família”. A ONU estima que por ano ao menos 5 mil mulheres são assassinadas nessas condições. Os assassinatos ocorrem de diversas formas: facadas, estrangulamentos, arma de fogo, mas também em diversas situações são apedrejadas, atiradas de alturas, espancadas em praças públicas ou por obrigação de ingerir veneno.

O Brasil é citado por só permitir o aborto em caso de risco de morte ou estupro. No entanto, a violência contra as mulheres por aqui é algo espantoso e segundo dados publicados no portal eletrônico do Jornal Valor Econômico, em 09 de novembro de 2015, mesmo a aprovação da Lei Maria da Penha não logrou reduzir a violência contra as mulheres brasileiras, nos colocando entre as maiores taxas de assassinatos de mulheres entre 83 países pesquisados.

De qualquer forma, muitas e importantes conquistas foram alcançadas pelas mulheres do Brasil e do de todo o mundo, nestes últimos séculos, provando que o sangue e o sofrimento de milhões delas no passado não foram em vão.

Hoje é o dia internacional da mulher e a Nerópolis In Foco não poderia deixar de parabenizar a cada uma neropolina que, de alguma forma, contribui para o sucesso deste Município. Mas não custa lembrar que esta data não significa só festa, não é o dia das mães e muito menos o dia dos namorados. È um importante dia de reflexões e de luta!.




No Brasil a violência contra as mulheres é destaque negativo na ONU



No fanatismo do Islã, a Burka é obrigatória



Na India, mulheres viúvas são abandanadas e proibidas de frequentar a casa dos parentes



Na Arábia, mulheres não podem dirigir e nem mesmo falar com homens



As Mulheres Girafas, fugitvas de Myanmar, vivem isoladas na Tailândia, sem contatos com a população local
 
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