Publicado em: 15/10/2018
DIA DO PROFESSOR É MARCADO PELA INCERTEZA E APREENSÃO
Por Edson Lima
Nerópolis - GO

Comemora-se nesta data, o dia do profissional que, sem dúvida, merece ser valorizado como o mais importante agente de todas as profissões. Sempre esteve nas mãos do professor, desde a fase pré-escolar, os destinos de toda a sociedade. Com ele inicia-se a formação do cidadão e do profissional do futuro.

No dia 15 de outubro de 1827, Dom Pedro I, Imperador do Brasil, decretou uma Lei Imperial responsável pela criação do Ensino Elementar no Brasil (do qual chamou “Escola de Primeiras Letras”), e através deste decreto todas as cidades deveriam ter suas escolas de primeiro grau.

Esta data foi oficializada nacionalmente como feriado escolar através do Decreto Federal nº 52.682, de 14 de outubro de 1963.

A média nacional do salário dos professores da rede pública de ensino fundamental em (1880) era de R$ 4.958,00, em valores atualizados.

Hoje, em 2018, esta média salarial está infinitamente inferior, principalmente se levarmos em conta o ganho dos professores das redes municipais. Aqui em Goiás, ainda temos o agravante da retirada, pelo Estado, de forma truculenta e ilegal, do direito de 30% sobre o salário do professor, portador de títulos de pós-graduação.

É certo que a remuneração não é o único, nem o maior problema de nossa educação, para que nos coloquemos entre os menos eficazes em todo o mundo, perdendo para países como Colômbia, México, Chile e Turquia, por exemplo.

Entende Caroline Tavares, gerente do projeto Profissão Professor do Todos Pela Educação, que o foco para uma solução eficaz deve estar na capacitação dos profissionais. “Precisamos de professores bem capacitados, com uma boa prática docente. Sem isso, não tem educação de qualidade. É necessário um conjunto de iniciativas estruturantes da carreira”, explica.

Para Tavares, não existe uma única solução. É preciso uma ação conjuntural. “A primeira coisa é criar um marco referencial docente, ou seja, definir o que é um bom ensino e, a partir disso, quais as competências que os professores precisam ter. Depois disso, é fazer uma progressão de carreira que se desenvolva a partir desse referencial, para que os melhores professores não saiam das salas de aula”, esclarece. Porém, a gerente expõe que essas melhorias precisam atingir outros âmbitos da profissão. “A atratividade da carreira diminuiu no mundo inteiro, principalmente em países sem políticas docentes estruturadas. Por isso, é preciso atrair alunos que têm um melhor rendimento no ensino médio para a carreira. E para isso temos de ter melhores condições de trabalho”, comenta.

Principais Propostas de Haddad e Bolsonaro



HADDAD. A ideia é que haja maior integração, aumento de vagas nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e que o governo federal se responsabilize por escolas situadas em regiões de alta vulnerabilidade.

O plano diz querer expandir a educação integral e criar uma bolsa de permanência nas escolas, especialmente para jovens em situação de pobreza. "O governo Haddad ampliará a participação da União no ensino médio, de modo a transformar essas escolas em espaços de investigação e criação cultural e em polos de conhecimento, esporte e lazer, garantindo educação integral", diz o texto do programa de governo.

O ex-ministro da Educação de Lula diz, em seu programa de governo, que pretende revogar a reforma do ensino médio. Haddad pretende mexer na Base Nacional Comum Curricular "para retirar imposições obscurantistas".

O plano de governo do petista fala em criar um novo padrão de financiamento para que a Educação receba o equivalente a 10% do PIB. Segundo estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) publicado em 2017, os gastos com educação totalizam 4,9% do PIB brasileiro.

BOLSONARO, por sua vez, afirma que dará ênfase à educação infantil, básica e técnica. O programa de governo fala em mudar a Base Nacional Comum Curricular, "impedindo a aprovação automática e a própria questão de disciplina dentro das escolas".

O programa fala que o conteúdo e método de ensino precisam ser mudados. "Mais matemática, ciências e português", diz o texto. Bolsonaro pretende incluir no currículo escolar as matérias educação moral e cívica (EMC) e organização social e política brasileira (OSPB), disciplinas herdadas da ditadura militar.

O candidato tem ainda intenção de ampliar o número de escolas militares, fechando parcerias com as redes municipal e estadual. A meta é que haja, em dois anos, um colégio militar em cada capital. Tem também o plano de construir o maior colégio militar do país em São Paulo, no Campo de Marte.















 
PUBLICIDADE

>>> Outras Noticias <<<
Nerópolis in Foco  
Nerópolis In Foco. (62) 99917-2379
edson.neropolis@gmail.com